Historia

COMO TUDO COMEÇOU...

De acordo com dados oficiais o Grupo Escoteiro Hongwanji foi fundado no dia 04 de dezembro de 1968, mas há indícios de que mesmo antes desta data já se praticava escotismo no templo, embora à moda da casa, mas só nesse ano é que alguém do Grupo descobriu a existência da União dos Escoteiros do Brasil ou talvez algum representante da União tenha descoberto escoteiros no templo!

O que se sabe com certeza é que o impulso inicial para a fundação do Movimento Escoteiro na Comunidade Budista foi dado pelo então arcebispo Kitajima que fora escoteiro no Japão e via a necessidade de um grupo ligado ao Templo Honpa Hongwanji do Brasil. O arcebispo Kitajima foi auxiliado para a formação do grupo por muitos fiéis do templo, destacando-se o industrial Yoshio Kodama que daquele ano em diante seria ainda por uma década membro da Comissão Executiva do Grupo.
A primeira seção criada foi a Tropa, as patrulhas eram Águia e Búfalo. O grande desenvolvimento do Grupo iniciou-se em 1970 com a vinda do Japão do reverendo Takujo Oku que era membro do Escotismo na cidade de Osaka. Como a Tropa não aumentava o chefe Oku teve a ideia de implantar o Ramo Lobinho.

Em 15 maio de 1971 finalmente foram realizadas as primeiras promessas dos lobinhos, doze patas-tenras, três matilhas: azul, amarela e vermelha. Foi uma cerimônia realizada na principal dependência do templo com assistência de pais, familiares e convidados de outros grupos escoteiros e assim foi fundada a Alcateia Hongwanji. Pela primeira vez vêem-se membros do Grupo com uniformes azul-marinho.
Em 1972, a tropa de escoteiros fez seu primeiro acampamento nacional: Camporee Sul em Santa Catarina, tendo uma atuação brilhante para uma tropa relativamente nova. Nesse mesmo ano o Grupo teve sua primeira condecoração: o sênior Matsuo Minohara recebeu a Medalha de Valor da União dos Escoteiros do Brasil, por seu ato de coragem e heroísmo no salvamento de uma pessoa que estava se afogando em um rio.

E A HISTÓRIA SEGUIU SEU CURSO...
A convite do chefe Oku, um frequentador do templo, pertencente ao Grupo Escoteiro Ibirapitanga, Carlos Duarte Teixeira de Castro, ou simplesmente Carlão, assumiu a chefia da Tropa e contribuiu para a realização de atividades e acampamentos com outros Grupos.
No final de 1973, o Grupo recebeu mais uma valiosa contribuição, o reverendo Shinji Tsutiyama que também era membro do escotismo no Japão veio integrar a chefia e trouxe consigo novas técnicas e ensinamentos.

Em 1976, o Grupo Escoteiro Hongwanji participou, com quatro elementos, de sua primeira atividade internacional no I Jamboree Sub-Regional no Paraguai.
Em julho de 1979, todas as patrulhas da tropa fizeram acampamento em Registro, barracas suspensas e bem firmes, além de pioneirias de primeiro nível.
Mas apesar do sucesso do acampamento de 1979, no ano seguinte o Grupo passou por uma grave crise que quase levou à sua extinção. Havia falta de chefia e a diretoria não era atuante; não havia o apoio necessário para a continuidade das atividades, mas graças  à Tropa Sênior, promoveu-se  a reestruturação da Diretoria e conquistaram maior participação dos pais, seguida da reformulação na estrutura da chefia. Foi um momento histórico, uma grande satisfação ao ver os pais se candidatando e assumindo ativamente os cargos na diretoria e o resultado não podia ter sido outro: crescimento qualitativo e quantitativo de todas as seções.

Em 1981 foi formado pela primeira vez no Grupo um Clã de pioneiros. A ideia da possibilidade de se formar um ramo Pioneiro no Grupo Escoteiro Hongwanji surgiu com a participação no I Fórum Regional de Pioneiros realizado em São Caetano do Sul em 1979 em que se constatou a necessidade e viabilidade de Criação do Clã No final de 1980, vários membros da Tropa Sênior completaram a maioridade e o funcionamento do Clã seria fator de agregação e maior integração entre eles. Então, no ano seguinte houve a formação do Clã que atuaria em co-educação e convidou-se amigas, parentes e as escotistas da Alcateia pra também ingressarem no Ramo Pioneiro. Na escolha do nome do patrono do Clã levou-se em consideração a representatividade da pessoa em relação ao escotismo, tendo sido escolhido Rudyard Kipling.

OUVIRAM FALAR DO HONGA E OUTROS HONGAS SURGIRAM

Com satisfação, em 1982, alguns escotistas do nosso Grupo auxiliaram na formação do Grupo Escoteiro Jundiá tornando-se o Grupo Escoteiro Hongwanji, o grupo Padrinho daquele

Ajuri Nacional em São Paulo, julho de 1985: primeira participação em atividade de âmbito nacional para muitos membros do Grupo. As Tropas Guia e Sênior fizeram seu acampamento de adestramento a fim de se preparar para o Ajuri e o objetivo técnico foi cumprido: todas as tropas fizeram barracas suspensas. Tamanho foi o sucesso que no final do ano, quando um chefe participou de um curso de adestramento avançado no Paraná, todos conheciam o nome do Grupo Escoteiro Hongwanji – das barracas aéreas – segundo a denominação local.

O reverendo Takujo Oku fora transferido para o Templo Hongwanji de Santo André e decidiu em 1985 fundar um Grupo Escoteiro. Com o auxílio dos seniores, guias e escotistas do nosso grupo, o apoio da comunidade budista local e da direção distrital de Santo André, foi fundado em setembro daquele ano o Grupo Escoteiro Hongwanji de Santo André. E em maio de 1987 mais um grupo fundado com o auxílio de escotistas do Honga: o Grupo Escoteiro Hongwanji de Registro.

UM TOQUE FEMININO AO HONGA

Em 1970 a Tropa sofria com o número reduzido de elementos foi então que o Chefe Oku com o auxílio da Assistente Distrital dos Lobinhos, Sra. Sara e o ora extinto Clã Distrital Faria Lima implantaram o ramo Lobinho no Grupo e para chefia permanente da Alcateia, recrutou-se as irmãs Erina e Maria Kodama, nossas eternas Akelá e Baloo. A Akelá e a Baloo permaneceram nos seus cargos por dez anos, toda uma geração de lobinhos teve sua formação moldada por elas.

Naquela época a União dos Escoteiros do Brasil era um movimento juvenil essencialmente masculino, em que as mulheres só poderiam ingressar para atuar como chefes de lobinhos.
Mas em 1973 o Chefe Oku e o Chefe Carlão pensaram uma forma de integrar meninas ao Grupo, a ideia era prepará-las para assumir a função de chefes de lobinhos, mas proibia-se haver um Distrito Bandeirante num mesmo local em que funcionasse um Grupo Escoteiro e o recurso foi fundar uma “Associação de moças”.

Dois anos depois, não havendo mais essa restrição, as meninas da Associação passaram a fazer parte da Federação das Bandeirantes do Brasil.

A partir de 1979 o escotismo passou a aceitar oficialmente meninas e moças a fim de ampliar a participação feminina no movimento.
Segundo o conceito da União dos Escoteiros do Brasil a “co-educação” é um processo pelo qual meninos e meninas, moças e rapazes vivenciam um plano educacional para um melhor e mais harmônico desenvolvimento da personalidade, favorecendo a educação recíproca de uns pelos outros e levando em consideração as realidades locais e pessoais.
Seguindo essa nova realidade da União dos Escoteiros do Brasil e buscando responder a uma demanda da Família Hongwanji foi implantada em 1983 a co-educação, houve o fechamento do Distrito Bandeirante e todas as meninas tornaram-se, então, escoteiras




 


 

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